Arquivo mensal outubro 2018

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Posto de coleta fechará aos domingos

A fim de agilizarmos o atendimento e garantirmos maior conforto durante o processo de doação, comunicamos que em todos os domingos, a partir de 2/12/2018, o Posto de Coleta, da Rua Quintino Bocaiuva, 470, estará fechado e o atendimento para doação de sangue será no Hemocentro Sede – Campus da USP; situado à Rua Tenente Catão Roxo, 2501 (entrada pela rua Prof. Hélio Lourenço)

Esperamos você para juntos salvarmos vidas!

Mais informações: (16) 2101 9300.
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Pesquisa indica controle de esclerose múltipla com transplante autólogo de células-tronco

Pesquisadores do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto em parceria com pesquisadores da Suécia, Inglaterra e Estados Unidos (estudo mist)     confirmaram que o transplante autólogo de medula óssea (com células tronco do próprio paciente) promove  o controle da doença e melhora a qualidade de vida dos pacientes que sofrem de esclerose múltipla.

110 voluntários com esclerose múltipla participaram da pesquisa. 55 deles fizeram o transplante e 55 fizeram o tratamento convencional com medicamentos. Depois do transplante, os pacientes transplantados cessaram uso de medicações para esclerose múltipla.

Os pacientes transplantados apresentaram melhora neurológica (regressão da doença) e maior controle da doença após o transplante, enquanto que o grupo de pacientes tratados convencionalmente apresentou piora neurológica (progressão da doença) e pior controle da doença.

No primeiro ano pós-transplante, somente 3 (6%) dos pacientes transplantados apresentaram reativação da esclerose múltipla, enquanto que esse número foi de 33 (60%) no grupo de pacientes tratado convencionalmente.  Trinta paciente que encontravam-se no grupo tratado convencionalmente puderam mudar de grupo após o primeiro ano de acompanhamento, e foram transplantados. Esses pacientes também apresentaram melhora neurológica.

O HC de Ribeirão, por exemplo, já fez 90 transplantes com as verbas disponibilizadas a pesquisas e  2/3 responderam ao transplante, obtendo controle da atividade da esclerose múltipla, sendo que deste total, metade manteve a doença controlada e na outra metade houve progressão (mas em taxa menos acelerada do que a original) ao longo do tempo. Esses resultados não foram tão bons quanto os do estudo atual (acima) porque, a maioria desses pacientes foi transplantada na fase tardia, já degenerativa, da doença. O transplante funciona melhor nas fases mais precoces, inflamatórias da doença.

O sus ainda não oferece o transplante para pacientes com esclerose múltipla. O custo de uma transplante é de aproximadamente R$ 15 mil, enquanto o tratamento com medicação, dependendo do remédio, custa ao SUS cerca de R$ 15 mil a R$ 19 mil ao ano.

A doença – Na esclerose múltipla, as lesões nos neurônios causam distúrbios na comunicação entre o cérebro e o corpo. Entre os sintomas estão a perda da visão, dor, fadiga e comprometimento da coordenação motora e sensibilidade.

Isso acontece porque o sistema imunológico do corpo confunde células saudáveis com “intrusas”, e as ataca, provocando lesões. no transplante, as células tronco refazem o sistema imunológico, que deixa de atacar as células do próprio corpo. Os pacientes que fizeram o transplante e participaram do estudo mist continuam sendo acompanhados pelos pesquisadores.

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Pesquisador receberá prêmio por pesquisa sobre esclerose sistêmica

O pesquisador Lucas Arruda e a orientadora da pesquisa Maria Carolina Rodrigues  receberam  “Menção Honrosa do Prêmio CAPES de Tese de 2018 da área de CIÊNCIAS BIOLÓGICAS III pela tese – Estudo dos mecanismos imunológicos do transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas em pacientes com esclerose sistêmica”. O evento de entrega dos prêmios acontecerá em Brasília, no dia 13 de dezembro de 2018, no Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados.

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