Medula Óssea

Doador de medula óssea

Dos quase 26 milhões de doadores de medula óssea cadastrados no mundo, 3,8 milhões estão registrados no REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula óssea), transformando o Brasil no terceiro maior cadastro do mundo em candidatos a doadores de medula óssea.
A rede Hemocentro RP cadastra, em média, 1.500 voluntários para doação de medula óssea por mês. Esses registros são enviados ao REDOME que centraliza todos os cadastros no Brasil. Todas as vezes que alguém precisa de transplante, esse banco de dados é pesquisado na busca de alguém compatível.
A procura dessa compatibilidade é simultânea numa rede internacional de bancos de medula óssea, da qual o REDOME faz parte. Essa troca de informação permite que um doador esteja num país e o receptor em outro. Não há fronteiras para a compatibilidade. A integração desses bancos eleva a possibilidade de se encontrar doadores compatíveis.
O registro brasileiro foi o que mais cresceu na última década, o que aumentou a possibilidade de se identificar um doador compatível no Brasil. Na fase preliminar da busca, a chance de encontrar alguém compatível, no país, é de até 88%. Ao final do processo, 64% dos pacientes têm um doador compatível confirmado.

Transplante de medula óssea

O transplante de medula óssea vem crescendo ano a ano no Brasil. De 2006 até 2015, mais que dobrou o volume de transplantes, passando de 111 para 299. Um dos centros de transplantes, no país, é o Hospital das Clínicas.

Transplantes de medula óssea:

Ano Qtde.
2006 111
2007 137
2008 136
2009 132
2010 167
2011 198
2012 249
2013 253
2014 272
2015 299

O transplante de medula óssea é utilizado no tratamento de algumas doenças do sangue, como as leucemias e os linfomas. Nesses casos, há a substituição de uma medula óssea doente por células normais de outra medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.
– O transplante de medula óssea é indicado para pacientes com leucemia, linfomas, anemias graves, imunodeficiências e outras 70 doenças relacionadas ao sistema sanguíneo e imunológico.
– Quando não há doador na própria família, começa a busca por um doador cadastrado no REDOME.
– Qualquer pessoa saudável e com idade entre 18 e 55 anos pode se candidatar à doação de medula óssea.
– Os doadores devem preencher um formulário com dados pessoais.
– É coletada amostra de sangue de 5 ml para o teste de tipagem, esse verifica a compatibilidade do doador com o eventual receptor.
– Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado chamado REDOME que é gerenciado pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer). O sistema compara os dados dos pacientes que necessitam de um transplante com as informações dos doadores cadastrados.
– A probabilidade de encontrar um doador compatível depende do grau de diversidade genética da população, ou seja, do grau de miscigenação, que em geral é de 1 para cem mil a um milhão de pessoas. No Brasil, há uma miscigenação muito grande, que dificulta a localização de doadores compatíveis, daí, a necessidade de um grande número de brasileiros cadastrados.
– Em caso de identificar um candidato compatível com o paciente, ele é chamado para novos exames e para programar a doação.
– Há duas maneiras de coletar células para transplante:
1- Coleta de células da própria medula óssea por punções aspirativas de osso da bacia, com o doador submetido à anestesia geral.
2- Coleta de células do sangue usando uma máquina especial, chamada de aférese. Neste caso, não há a necessidade de anestesia ou internação hospitalar, somente o uso de medicamento injetável que estimula as células migrarem da medula óssea para o sangue.
Importante: cabe ao doador de medula óssea manter seu cadastro atualizado sempre que possível. Quem se cadastrou no Hemocentro de Ribeirão Preto ligue no 0800-979 6049 e atualize seus dados. Caso haja alguma mudança, a pessoa pode procurar o local onde se cadastrou ou o REDOME.

Leia mais: http://redome.inca.gov.br/