Doação por Aférese

Doação de sangue por aférese – doação em máquinas

O que é?
Trata-se da doação de um componente do sangue utilizando uma máquina coletora, que separa os componentes do sangue por centrifugação, permitindo a coleta seletiva de um ou mais de seus componentes.

Quais são os componentes do sangue coletados por máquinas?
Submetido à centrifugação, o sangue é separado em seus componentes primários: plasma, plasma rico em plaquetas, glóbulos brancos e glóbulos vermelhos. Após a separação, qualquer deles pode ser coletado seletivamente.

Plasma
De cor amarela e transparente, é composto principalmente por água, sais e proteínas. Pode ser útil para pacientes que necessitam reposição de proteínas da coagulação. Também é matéria prima para produção industrial de medicamentos derivados do sangue, como a albumina humana, proteínas da coagulação e imunoglobulinas.

Glóbulos sanguíneos
Temos três grupos principais de glóbulos, os brancos, os vermelhos e as plaquetas que desempenham funções muito importantes para manutenção da saúde.
Os glóbulos vermelhos transportam o oxigênio dos pulmões para os tecidos, permitindo a respiração de nossas células.
Os glóbulos brancos são importantes para a defesa de nosso organismo, em especial, no combate a microorganismos invasores.
As plaquetas são pequenos glóbulos incolores, muito importantes no estancamento de hemorragias. Pacientes com poucas plaquetas tem sangramentos espontâneos.

Quem pode ser doador por aférese- doação em máquinas?
Para ser doador por aférese é preciso atingir critérios para ser doador de sangue convencional, sendo que será avaliado previamente pela equipe de aférese. Em especial, essa avaliação é útil para verificar a condição das veias e o resultado do exame hematológico, conhecendo os níveis do componente do sangue que pretendemos coletar.
Excepcionalmente, pessoas que não se enquadram como doadores convencionais de sangue poderão ser doadores por aférese, quando o componente desejado desse doador é muito especial para o paciente. Por exemplo, quando o doador tem um tipo de sangue muito raro ou doadores de células tronco para transplantes.

Como funciona a coleta?
Para sua melhor compreensão, podemos dividir esse processo em partes.
Um kit plástico, estéril e descartável é instalado na máquina coletora. Seu sangue vai circular por ele e, em nenhum momento, entrará em contato com a máquina. Esse circuito é composto de três partes unidas entre si. A primeira coleta o sangue, adiciona a ele um anticoagulante e o transfere a um segundo compartimento, de centrifugação, onde o sangue é separado em seus componentes principais, que ficam dispostos em camadas (plasma, plasma rico em plaquetas, glóbulos brancos e glóbulos vermelhos), permitindo a coleta seletiva do componente desejado em uma pequena bolsa coletora. Por último, a via de devolução, onde os outros componentes são remisturados e devolvidos ao doador.
Esse processo continua até que a coleta programada tenha chegado ao seu final.

Quanto tempo o doador fica ligado à máquina?
O tempo de coleta varia com o produto a ser coletado e com o calibre das veias do doador. Em geral, as coletas levam 30, 90 e 130 minutos, respectivamente para hemácias e plasma, concentrado de plaquetas e glóbulos brancos.
Há um tipo especial de glóbulos brancos, as células-tronco do sangue, utilizadas para transplante de medula óssea, que podem ser coletadas por esse método, no qual o tempo é muito variável, de 2-6h, dependendo da quantidade de células tronco circulantes do doador e da dose desejada de células para o receptor.
No Brasil a coleta de plasma de doador por máquinas é muito rara, devido ao grande excedente de plasma produzido pela coleta convencional de sangue e pelo alto custo da coleta por máquinas.

Qual a vantagem da doação por aférese – em máquinas?
Existem muitas vantagens: para o paciente, para o serviço de transfusão e também para o doador.
Para os pacientes, porque esse método permite coletar maior quantidade do componente desejado do sangue em pequeno volume. Assim, o paciente que recebe esse produto tem sua necessidade atendida sendo exposto a menor número de transfusões.
Para o Serviço de Transfusão, porque é mais fácil atender a necessidade dos pacientes e manter seus estoques quando pode contar com pequeno número de doadores de aférese. Para você ter uma boa ideia disso, embora o volume doado seja pequeno, um doador de plaquetas por aférese doa quantidade de plaquetas suficientes para atender até dois pacientes, o que seriam necessários até 20 doadores de sangue, sem o uso das máquinas, para conseguir esse resultado. Isto é, com 120 doadores de plaquetas por aférese em um mês, produzimos o equivalente à coleta convencional de 2.000 doadores. Portanto, a coleta automática permite atender uma demanda muito maior de transfusões de plaquetas com um número relativamente pequeno de doadores.
Para os doadores existem duas espécies de vantagens, a primeira é de natureza espiritual, ao ver o bem que fez aos pacientes necessitados, sendo que, para produzir bem equivalente com doações convencionais, precisaríamos de até 20 doadores de sangue para o mesmo resultado. A outra vantagem para o doador é de natureza técnica. Nas doações de plaquetas, a perda de hemácias do doador é muito reduzida, correspondendo a 15-30 mL, dependendo do equipamento utilizado.
O concentrado de plaquetas doado contém basicamente plasma e plaquetas, sendo que esses componentes são repostos rapidamente. Isso significa que a tolerância do doador é muito melhor que na doação de sangue convencional. Devido a excelente tolerância do doador, é possível doar plaquetas em intervalos de 3 dias, enquanto uma doação de sangue convencional deve respeitar intervalos de 2 ou 3 meses para homens e mulheres, respectivamente.
Se o paciente for seu amigo ou parente e você se dispuser a ser doador de plaquetas, significa que sua disposição de doar em intervalos pequenos, uma vez por semana, por exemplo, poderá suprir toda ou quase toda a necessidade dessa pessoa que é tão preciosa para você. Se for esse o caso, manifeste sua intenção durante a entrevista de doação.

Quem precisa de transfusão de plaquetas?
Pacientes que têm poucas plaquetas em seu sangue ou, menos frequentemente, aqueles que apresentam plaquetas defeituosas em sua função.
Nossos glóbulos sanguíneos são produzidos por “células-mãe” do tutano vermelho dos ossos, presente nos ossos da bacia, do tórax, da coluna vertebral e do crânio.
A maioria das pessoas que necessitam transfusão de plaquetas é representada por pacientes com doenças que afetam diretamente a medula óssea, benignas ou malignas, ou, aquelas cujo tratamento agride e prejudica a produção de glóbulos da medula óssea, como ocorre após quimioterapias para tratamento do câncer. Eventualmente, em cirurgias cardíacas ou transplante de órgãos, onde a necessidade de transfusões pode ser grande, também é comum a necessidade de transfusão de plaquetas.

Quem precisa de transfusões de glóbulos vermelhos?
Dizer que alguém está com anemia, significa dizer que essa pessoa tem pouca hemoglobina, proteína de cor vermelha, responsável pelo transporte de oxigênio, contida dentro das células denominadas glóbulos vermelhos.
Pessoas com anemia nem sempre precisam receber glóbulos vermelhos, ou, como chamamos o produto da coleta, Concentrado de Hemácias. Muitas vezes podemos tratá-las estimulando que seu organismo produza o que lhe falta. Mas, quando isso não é possível ou a demora pode trazer prejuízos, a transfusão de Concentrado de Hemácias é muito útil.
Estimativas epidemiológicas consideram que a maior parte das pessoas que viverem mais de 70 anos, em algum momento, irá precisar de transfusão de glóbulos vermelhos.

A doação por aférese é segura para o doador?
Essas doações são muito seguras. Embora qualquer procedimento médico implique em algum risco, às doações de sangue ocorrem sob uma disciplina muito rigorosa onde o maior valor é a segurança.
Há dois princípios básicos que norteiam essa questão. Primeiro, o benefício pretendido com a doação deve ser socialmente relevante e o segundo é que o risco deve ser socialmente tolerável e reduzido ao mínimo necessário.
Quanto aos benefícios das transfusões, é fartamente reconhecido pela ciência e pela sociedade. As transfusões de sangue salvam vidas e isso é uma afirmação inquestionável.
Na atenção aos doadores, a máxima segurança e os mínimos riscos são possíveis através da seleção adequada do doador, da utilização de equipamentos, insumos e procedimentos reconhecidos e fiscalizados pelas autoridades sanitárias.
Nosso serviço se caracteriza por um compromisso muito forte com a qualidade de nossas ações, temos controle interno permanente e certificação externa de qualidade por duas entidades independentes, a Fundação Vanzolini, brasileira, e a Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB), norte-americana, especializada em hemoterapia, muito conceituada internacionalmente.
Isto significa que a qualidade de nossa atenção aos doadores e os componentes sanguíneos produzidos tem padrão de excelência internacional, iguais aos norte-americanos.
Nossa equipe conta com médicos (as) e enfermeiros (as) experientes, treinados e capacitados para oferecer a melhor experiência de coleta, com atendimento acolhedor, respeitoso, higiênico e profissional.
As transfusões de sangue representam bem social essencial, de valor inestimável e que só são possíveis devido à consciência social de doadores altruístas como você.
Se desejar conhecer mais detalhes, nossa equipe especializada está a sua disposição todos os dias da semana, inclusive feriados, nos horários de coleta.
Sabemos que somente um doador qualificado pode fornecer qualidade ao nosso trabalho. Queremos a oportunidade de ajudá-lo a tornar real sua intenção de socorrer aos doentes de mais de 100 hospitais atendidos por nosso Centro Regional de Hemoterapia de Ribeirão Preto do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, integrante do SUS.

Ligue no 0800-979 6049 para mais orientações. Ajude-nos a salvar vidas!