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Câmara de Ribeirão Preto homenageia Dra. Virginia Picanço por trajetória científica

A Dra. Virginia Picanço e Castro, coordenadora técnico-científica do Hemocentro de Ribeirão Preto, recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, que reconhece o trabalho e a trajetória da pesquisadora, no Brasil e no exterior, na área de terapias celulares e gênicas. A entrega do diploma foi realizada nesta quarta-feira, 2 de setembro, pelo vereador Danilo Scochi, no Anfiteatro Azul do Hemocentro RP. Clique aqui e assista ao depoimento da cientista!

Vice-presidente da América do Sul e Central da International Society for Cell & Gene Therapy (ISCT), a Dra. Virginia se destaca por sua atuação estratégica no fortalecimento desse campo inovador, contribuindo para o desenvolvimento científico, a formação de recursos humanos e a ampliação do acesso a tecnologias avançadas em saúde.

A trajetória da cientista reflete seu compromisso com a missão e a visão do Hemocentro RP, que busca acelerar a transformação de descobertas científicas em terapias seguras e eficazes para a população.

Conheça melhor a homenageada

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP), em 1999, a Dra. Virginia Picanço obteve o doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), em 2006, e realizou pós-doutorado em Ciências Biomédicas pelo Departamento de Clínica Médica da FMRP-USP, entre 2006 e 2009.

Atuou como pesquisadora sênior na empresa de biotecnologia Vertias, localizada na incubadora Supera Parque de Inovação e Tecnologia, no campus da USP, entre 2010 e 2011. Foi pesquisadora visitante no Laboratório de Drug Discovery da Purdue University, nos Estados Unidos, entre 2017 e 2018, e no Departamento de Basic Medical Sciences da mesma universidade, entre 2019 e 2020. Possui MBA em Gestão da Inovação e Capacidade Tecnológica pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), concluído em 2023.

Atualmente, é pesquisadora do Hemocentro RP, onde conduz projetos nas áreas de terapia celular, com foco em células T e NK geneticamente modificadas, produção de vetores virais e não virais e produção de fatores recombinantes.

Mantém colaborações internacionais com a Purdue University (EUA), a Technical University Dresden (Alemanha) e a University of Queensland (Austrália).

É membro ativo da gestão da Associação Brasileira de Terapia Celular (ABTCel-Gen), onde atua como 1ª secretária.

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4ª Reunião Científica do INCT-TOP aborda nova estratégia para melhorar o tratamento do AVC isquêmico

A 4ª Reunião Científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Oncológica de Precisão (INCT-TOP), realizada no dia 28 de agosto, no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto, abordou o tema “Tirofibana como terapia adjuvante à trombectomia mecânica no acidente vascular cerebral isquêmico agudo: ensaio clínico randomizado de fase 2”.

O trabalho foi desenvolvido pelo pesquisador e médico assistente do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP) Luís Henrique de Castro Affonso, sob a supervisão do Prof. Dr. Daniel Giansante Abud, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).

A trombectomia mecânica é um procedimento utilizado para retirar o coágulo que bloqueia uma artéria do cérebro durante um AVC isquêmico. Embora o tratamento consiga restabelecer o fluxo de sangue em muitos casos, nem sempre a circulação cerebral é completamente recuperada.

A pesquisa vai avaliar se a tirofibana, um medicamento que reduz a formação de novos coágulos, pode ser usada como complemento à trombectomia para melhorar a circulação do sangue no cérebro.

O estudo será realizado na Unidade de Emergência do HCFMRP-USP e deverá incluir 66 pacientes. Os pesquisadores vão comparar candidatos que receberão uma dose única do medicamento com aqueles que seguirão apenas o tratamento padrão.

O objetivo é verificar se a tirofibana pode melhorar a recuperação do fluxo sanguíneo e contribuir para uma recuperação neurológica mais efetiva, sem aumentar de forma significativa o risco de sangramento. Os resultados poderão ajudar no desenvolvimento de novas estratégias para o tratamento do AVC isquêmico.

O evento foi organizado em parceria com o Departamento de Imagens Médicas, Hematologia e Oncologia Clínica (RIO) da FMRP-USP.

O INCT-TOP é uma rede interdisciplinar de pesquisa que reúne especialistas das áreas de ciências básicas, pré-clínicas e clínicas, com foco na identificação de novos alvos terapêuticos, no desenvolvimento de terapias personalizadas e na implementação de estratégias inovadoras em Medicina de Precisão.

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Pesquisa do Hemocentro RP desenvolve nova estratégia para potencializar células CAR-NK contra o câncer

Uma nova estratégia de terapia celular pode ajudar a tornar as células CAR-NK mais eficientes no combate a leucemias e linfomas de células B. A proposta combina o ataque direto às células tumorais com uma segunda função: reduzir a capacidade do próprio sistema imunológico de bloquear a ação das células terapêuticas.

No estudo “Coexpression of GITRL confers resistance to Treg cell-mediated immunosuppression to anti-CD19 CAR-NK cells”, publicado na revista Frontiers in Immunology, pesquisadores do Laboratório de Biotecnologia do Hemocentro de Ribeirão Preto/CTC-USP, coordenados pela Dra. Virginia Picanço e Castro, desenvolveram células CAR-NK anti-CD19 modificadas para produzir uma molécula chamada GITRL. Por isso, elas foram denominadas CAR19-GITRL-NK.

As células NK, sigla para natural killer (“assassinas naturais”), fazem parte do sistema imunológico e têm a capacidade de reconhecer e destruir células anormais. Na terapia CAR-NK, essas células são geneticamente modificadas para receber um receptor quimérico de antígeno (CAR), que funciona como um sistema de reconhecimento capaz de direcioná-las contra determinados alvos presentes nas células tumorais.

🎯 Neste caso, o alvo escolhido foi a molécula CD19, encontrada em células B malignas, presentes em algumas formas de leucemia e linfoma.

Um segundo desafio: o ambiente do tumor

Um dos obstáculos para as terapias celulares contra o câncer é o chamado microambiente tumoral. Além das próprias células cancerígenas, esse ambiente contém células e moléculas que podem diminuir a resposta imunológica.

Entre elas estão as células T reguladoras (Tregs), cuja função normal é controlar a intensidade das respostas do sistema imunológico. No câncer, porém, elas podem contribuir para a supressão da resposta antitumoral, dificultando a ação das células terapêuticas.

🔎 Foi justamente esse problema que os pesquisadores buscaram enfrentar.

Ao adicionar o GITRL às células CAR-NK, a estratégia busca interferir na atividade das células T reguladoras. O GITRL interage com o receptor GITR, encontrado em níveis elevados nas Tregs, podendo modificar sua função.

Assim, as células CAR-NK passam a apresentar duas características complementares: reconhecer e destruir as células tumorais e, ao mesmo tempo, enfrentar um dos mecanismos que podem impedir sua atuação.

Células mais preparadas para combater o tumor

Os experimentos mostraram resultados promissores. As células CAR19-GITRL-NK apresentaram maior capacidade de expansão e alterações metabólicas associadas a um funcionamento mais eficiente.

A abordagem poderá contribuir para o desenvolvimento futuro de terapias celulares mais potentes contra leucemias e linfomas de células B, ampliando o potencial das tecnologias baseadas em células NK geneticamente modificadas.

📺 Assista abaixo ao depoimento gravado pela Dra. Dayane Schmidt, uma das autoras do estudo, para a TV Hemocentro RP, e saiba mais!

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Pesquisa vencedora do “Prêmio Octavio Frias de Oliveira” avança no entendimento da leucemia mieloide aguda

O Dr. Diego Pereira Martins é um dos autores de um estudo promissor que traz avanços no entendimento da leucemia mieloide aguda (LMA). Vencedor da “17ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira”, iniciativa do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) em parceria com o Grupo Folha, na categoria Pesquisa em Oncologia, o trabalho apresenta um marcador genético que pode contribuir para orientar o tratamento da doença.

Publicado na renomada revista Nature, o artigo intitulado “High mtDNA content identifies oxidative phosphorylation-driven acute myeloid leukemias and represents a therapeutic vulnerability” foi divulgado originalmente em 14 de julho de 2025. A investigação contou com a participação de pesquisadores do Centro de Terapia Celular da USP (CTC-USP).

Uma reportagem produzida pela jornalista Laiz Menezes, da Folha de São Paulo, explica que o principal achado do estudo é a identificação do conteúdo de DNA mitocondrial em pacientes com LMA. Esse marcador pode ser detectado por meio de um exame de PCR, tecnologia utilizada em testes como os de Covid-19, já no momento do diagnóstico, ajudando a identificar pacientes com maior risco de recaída. Outra boa notícia é que o exame é simples, de baixo custo e pode ser realizado em laboratórios clínicos de biologia molecular.

O marcador indica o grau de dependência das células cancerígenas em relação às mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia para as células. Quando esse nível é elevado, o tumor tende a ser mais resistente ao tratamento e apresenta maior probabilidade de retornar após a quimioterapia.

Ao mesmo tempo, esse perfil também revela uma possível vulnerabilidade terapêutica: essas células podem responder a medicamentos que interferem na produção de energia, como a metformina, que pode potencializar o efeito de outros tratamentos.

Atualmente, no Departamento de Hematologia do University Medical Center Groningen (UMCG), nos Países Baixos, o Dr. Diego Pereira Martins realizou doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), sob a supervisão do Prof. Dr. Eduardo Magalhães Rego, e pós-doutorado no King’s College London.

Assista abaixo ao vídeo produzido pela TV Hemocentro RP e saiba mais!

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INCT-TOP debate o uso de escores poligênicos para personalizar o tratamento de idosos com câncer

A 3ª Reunião Científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Oncológica de Precisão (INCT-TOP), realizada no dia 7 de agosto, no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto, abordou o tema “Validação de escore poligênico para força de preensão manual em idosos com câncer”. O assunto é tema de doutorado do pesquisador João Lucas Paes Santos, sob a orientação da Profa. Dra. Fernanda Maris Peria, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).

O estudo investiga o impacto de fatores genéticos na reserva funcional, um indicador utilizado para estimar a capacidade de resistência do paciente antes da realização de intervenções terapêuticas agressivas.

Segundo dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), estima-se que, nos próximos anos, mais de 60% dos novos casos e aproximadamente 70% das mortes por neoplasias ocorram em pessoas com 65 anos ou mais. Esse cenário está relacionado ao acúmulo de mutações genéticas ao longo da vida, à imunossenescência e à exposição prolongada a fatores de risco ambientais e comportamentais.

O evento foi organizado em parceria com o Departamento de Imagens Médicas, Hematologia e Oncologia Clínica (RIO) da FMRP-USP. As reuniões têm como objetivo promover a integração entre pesquisadores, especialistas de laboratório, alunos de iniciação científica, de pós-graduação e de pós-doutorado, por meio da apresentação e discussão de resultados, fortalecendo a colaboração entre os grupos envolvidos.

O INCT-TOP é uma rede interdisciplinar de pesquisa que reúne especialistas das áreas de ciências básicas, pré-clínicas e clínicas, com foco na identificação de novos alvos terapêuticos, no desenvolvimento de terapias personalizadas e na implementação de estratégias inovadoras em Medicina de Precisão.

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Referência mundial em anemia falciforme ministra palestra no Hemocentro RP

O Prof. Dr. Jacques Elion, da Université Paris Cité (França), ministrou a palestra “Anemia Falciforme: da origem genética à busca pela cura” no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto, no dia 4 de agosto.

A apresentação abordou a evolução da fisiopatologia e do manejo da anemia falciforme, destacando como a integração entre prevenção, medicina de precisão e abordagens curativas pode transformar os resultados clínicos dos pacientes.

O Dr. Elion é reconhecido internacionalmente por seus estudos em genética molecular e doença falciforme, com ampla experiência em pesquisa, assistência e cooperação internacional, especialmente na África, no Caribe, na Índia e no Brasil. Sua trajetória inclui atuação em instituições de referência na França e nos Estados Unidos. Além disso, é parceiro de longa data da USP e do Hemocentro de Ribeirão Preto.

A doença falciforme é uma condição genética que provoca alterações nos glóbulos vermelhos (hemácias), fazendo com que eles assumam o formato de uma foice. Está entre as doenças genéticas mais prevalentes no Brasil.

Os pacientes sofrem com infecções recorrentes, que representam uma das principais causas de morbidade, especialmente entre as crianças. Além da inflamação crônica, acompanhada por episódios de dor, os portadores apresentam desregulação do sistema imunológico.

Recentemente, no dia 31 de julho, o pesquisador francês foi o convidado da 5ª Conferência FAPESP 2026. Clique aqui para assistir à palestra na íntegra.

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A Casa da Ciência está com inscrições abertas. Estudantes de todo o Brasil podem participar!

As atividades da Casa da Ciência do Hemocentro de Ribeirão Preto começam no dia 27 de agosto, às 14h30, com transmissão ao vivo no canal do YouTube. Estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, de todas as regiões do país, estão convidados a participar.

As inscrições vão até o dia 23 de agosto e devem ser realizadas por meio do formulário disponível neste link!

A iniciativa trará uma série de vídeos gravados por graduandos, pós-graduandos e pesquisadores da USP, nos quais serão apresentados conceitos das áreas em que atuam. Em cada encontro virtual, também será solicitada uma pequena tarefa ao final.

As ações da Casa da Ciência têm como objetivo aprimorar a cultura científica e despertar o interesse dos jovens por meio de discussões, experimentos e pesquisas. Nos últimos anos, foram atendidos mais de 800 estudantes, distribuídos em 86 cidades e 13 estados brasileiros. Os vídeos publicados no YouTube já alcançaram mais de 1 milhão de visualizações desde a criação do canal.

Ao todo, serão 13 datas no semestre. Para receber o certificado do programa, o aluno deverá enviar, no mínimo, 80% das tarefas solicitadas.

Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp: (16) 98182-0020 ou pelo e-mail: casadaciencia@hemocentro.fmrp.usp.br.

🏠 A Casa da Ciência iniciou suas atividades em 2001. Integra o Centro de Terapia Celular (CTC-USP), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, e também os Centros de Pesquisa e Inovação Especiais (Cepix) da USP.

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Dr. Rodrigo Calado comenta os resultados e os desafios da terapia CAR-T brasileira

🇧🇷 A ciência brasileira avança no combate ao câncer.

Em entrevista à coluna Bastidor CBN Ribeirão, o presidente da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, Dr. Rodrigo T. Calado, explicou como a tecnologia CAR-T utiliza células de defesa do próprio paciente, modificadas em laboratório, para identificar e eliminar células cancerígenas.

A conversa também abordou o Estudo Clínico CARTHEDRALL, os desafios para ampliar a aplicação da terapia a outros tipos de câncer e doenças autoimunes, como o lúpus, além da expectativa de reduzir custos e tornar o tratamento acessível pelo SUS após aprovação da Anvisa.

🎧 Clique aqui para ouvir a entrevista completa e conhecer essa inovação desenvolvida no Brasil.

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Prof. Dr. Jacques Elion é o convidado da 5ª Conferência FAPESP 2026

O Prof. Dr. Jacques Elion, da Université Paris Cité (França), é o palestrante principal da 5ª Conferência FAPESP 2026. O encontro, que terá como tema “Anemia Falciforme: da origem genética à busca pela cura”, será realizado no dia 31 de julho, das 10h às 11h30, no Auditório da FAPESP, em São Paulo.

Clique aqui para realizar a sua inscrição é gratuita!

A conferência discutirá a evolução da fisiopatologia e do manejo da anemia falciforme, destacando como a integração entre prevenção, medicina de precisão e abordagens curativas pode transformar os resultados clínicos dos pacientes. A apresentação contará com tradução simultânea.

O Prof. Dr. Jacques Elion é reconhecido internacionalmente por seus estudos em genética molecular e doença falciforme, com ampla experiência em pesquisa, assistência e cooperação internacional, especialmente na África, no Caribe, na Índia e no Brasil. Sua trajetória inclui atuação em instituições de referência na França, nos Estados Unidos e no Brasil, com foco na prevenção e no cuidado integral da doença falciforme. Além disso, é parceiro de longa data da USP e do Hemocentro de Ribeirão Preto.

A doença falciforme é uma condição genética que provoca alterações nos glóbulos vermelhos (hemácias), fazendo com que assumam o formato de uma foice. Está entre as doenças genéticas mais prevalentes no Brasil.

Os pacientes sofrem com infecções recorrentes, que representam uma das principais causas de morbidade, especialmente entre as crianças. Além da inflamação crônica, acompanhada por episódios de dor, os portadores apresentam desregulação do sistema imunológico.

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Terapia CAR-T nacional é destaque na 2ª Reunião Científica do INCT-TOP

A terapia CAR-T, desenvolvida pelo Hemocentro de Ribeirão Preto em parceria com o Instituto Butantan, apresentou mais de 87% de eficácia em casos graves de leucemia e linfoma. O resultado ratifica a importância da continuidade do Estudo Clínico CARTHEDRALL na busca por um tratamento acessível e gratuito para os brasileiros.

A iniciativa foi tema da 2ª Reunião Científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Oncológica de Precisão (INCT-TOP), com a médica Camila Derminio Donadel, realizada no dia 26/06, no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto.

O CARTHEDRALL é um ensaio clínico de fase 1/2, multicêntrico, conduzido para avaliar a segurança e a eficácia da terapia celular CAR-T anti-CD19 no tratamento da Leucemia linfoide aguda de células B (LLA) ou linfoma não-Hodgkin de células B refratários, com vistas à aprovação e disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS).

O evento foi organizado em parceria com o Departamento de Imagens Médicas, Hematologia e Oncologia Clínica (RIO) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP). As reuniões têm como objetivo integrar pesquisadores, especialistas de laboratório, alunos de iniciação científica, pós-graduação e pós-doutorado para a apresentação e discussão de resultados, fortalecendo a integração entre os grupos envolvidos.

O INCT-TOP é uma rede interdisciplinar de pesquisa que reúne especialistas em ciências básicas, pré-clínicas e clínicas, com foco na descoberta de novos alvos terapêuticos, no desenvolvimento de terapias personalizadas e na implementação de estratégias inovadoras em Medicina de Precisão.

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