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Brasil amplia presença entre os cientistas mais influentes do mundo, e Dr. Rodrigo Calado está na lista

O Prof. Dr. Rodrigo T. Calado, docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), integra a lista dos 100 mil pesquisadores mais influentes do mundo, segundo estudo divulgado pela editora Elsevier.

Diretor-presidente executivo do Hemocentro de Ribeirão Preto, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC-USP) e do Centro de Pesquisa em Imunogenômica do Câncer (RCCI), o professor faz parte do grupo de 1.510 cientistas brasileiros incluídos no levantamento, elaborado anualmente pela Universidade de Stanford (EUA).

Seus trabalhos abrangem áreas como imunologia, oncologia, medicina clínica e terapia celular.

O ranking utiliza dados da Scopus, base internacional de resumos e citações de publicações científicas revisadas por pares, para avaliar o impacto dos investigadores.

🔗 Clique aqui e saiba mais na reportagem completa da Folha de São Paulo.

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Jornal da Clube destaca criação do Centro de Pesquisa em Imunogenômica do Câncer no Hemocentro RP

O Jornal da Clube, emissora afiliada da TV Bandeirantes, destacou a criação do Centro de Pesquisa em Imunogenômica do Câncer (RCCI), que será sediado no Hemocentro de Ribeirão Preto.

Coordenado pelo Prof. Dr. Rodrigo Calado, o projeto é um dos cinco novos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP e investigará os mecanismos envolvidos no desenvolvimento e na progressão do câncer, integrando genômica, inteligência artificial e modelagem computacional.

A proposta é desenvolver novas ferramentas para a prevenção, a detecção precoce e o tratamento de precisão do câncer, além de ampliar o conhecimento sobre a interação entre as células tumorais e o sistema imunológico.

A iniciativa contará com a experiência e a infraestrutura do Centro de Terapia Celular, um dos Centros de Pesquisa e Inovação Especiais (Cepix) da USP.

📺 Assista abaixo à reportagem!

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R$ 5,96 milhões para ampliar transplantes pediátricos e modernizar a hemoterapia

O Hemocentro de Ribeirão Preto e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP) formalizaram dois convênios com o Ministério da Saúde, na tarde da última quinta-feira (01/10). Somados, são R$ 5,96 milhões em investimentos para a saúde pública brasileira.

🩸 Transplante de medula óssea pediátrico para doença falciforme

Do total, R$ 3,181 milhões serão destinados à reforma de uma ala do hospital e à ampliação de uma unidade de transplante de medula óssea pediátrica, de dois para sete leitos.

O Centro de Terapias Avançadas em Doença Falciforme vai ser referência no tratamento da doença, além de ajudar a formar profissionais e desenvolver tecnologia.

O transplante de medula óssea para doença falciforme é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2015. Parte das evidências científicas que contribuíram para a incorporação do procedimento à rede pública foi produzida em trabalhos realizados no Centro de Terapia Celular (CTC-USP), no Hemocentro RP e no HCFMRP-USP. O hospital foi pioneiro no Brasil, tendo realizado o primeiro transplante ainda em 2003.

O procedimento consiste em destruir, por meio de drogas quimioterápicas, a medula óssea do paciente, responsável pela produção das células sanguíneas defeituosas. Em seguida, são infundidas células-tronco provenientes da medula óssea de um doador compatível, para que seja criada uma nova “fábrica” de células sanguíneas saudáveis.

O Ministério da Saúde estima que cerca de 100 mil brasileiros convivam com a doença falciforme, cuja média de sobrevida é de aproximadamente 40 anos. Os pacientes apresentam alterações nos glóbulos vermelhos (hemácias), que adquirem formato semelhante ao de uma foice, e convivem com dor, infecções recorrentes, inflamação crônica e desregulação do sistema imunológico.

💻 Informatização da Hemorrede

O segundo convênio, no valor de R$ 2,783 milhões, permitirá a implantação de um sistema de gestão em 14 instituições da Hemorrede Pública Nacional.

Integrado ao padrão internacional ISBT 128, o sistema permitirá o acompanhamento de todo o ciclo do sangue, desde o cadastro e a triagem do doador até a coleta, processamento, estoque, distribuição e transfusão dos hemocomponentes.

A iniciativa também prevê o treinamento das equipes e a padronização dos processos, ampliando o controle e o rastreamento das informações de hemoterapia.

🔬 Do atendimento às crianças à modernização dos processos de hemoterapia, os investimentos fortalecem a assistência e a infraestrutura do sistema público de saúde.

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Terapia CAR-T também pode ser uma nova alternativa para doenças autoimunes

A miastenia gravis generalizada é uma doença autoimune que afeta a comunicação entre os nervos e os músculos, provocando fraqueza muscular. Em alguns casos, pode causar dificuldades para engolir, falar e respirar.

A boa notícia é que a FAPESP, a USP, o Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeirão Preto firmaram uma parceria para o desenvolvimento de terapias avançadas, utilizando a tecnologia de células CAR-T, contra a miastenia gravis generalizada e o lúpus eritematoso sistêmico.

Os estudos estão seguindo as etapas regulatórias e serão submetidos à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com início previsto para o próximo ano. Os grupos deverão incluir pacientes que já tenham realizado pelo menos dois tipos de tratamento convencional sem obter resposta adequada.

A iniciativa amplia uma cooperação que, desde 2024, desenvolve a terapia CAR-T para leucemia linfoide aguda de células B e linfoma não Hodgkin de células B, produzida no Núcleo de Terapia Avançada de Ribeirão Preto (Nutera RP). O tratamento tem apresentado resultados promissores, com mais de 87% de eficácia em casos graves.

📺 Clique aqui, assista à reportagem do Jornal da EPTV e saiba mais sobre essa pesquisa.

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CAR-NK: nova estratégia pode potencializar o combate a tumores sólidos

Pesquisadores do Laboratório de Biotecnologia do Hemocentro de Ribeirão Preto/CTC-USP, coordenado pela Dra. Virginia Picanço, desenvolveram uma nova estratégia de terapia celular com células CAR-NK capaz de reconhecer uma proteína presente em células tumorais e potencialmente ampliar as possibilidades de combate a tumores sólidos.

O estudo utilizou células NK (natural killer) geneticamente modificadas para expressar um receptor CAR semelhante ao receptor de células T (TCR-like CAR), desenvolvido para reconhecer o MAGE-A4, um antígeno encontrado no interior das células tumorais.

Uma das dificuldades das terapias CAR convencionais é que elas reconhecem principalmente moléculas presentes na superfície das células. A estratégia TCR-like permite, por outro lado, identificar fragmentos de proteínas intracelulares apresentados na superfície celular por moléculas HLA.

Nos experimentos, as células CAR-NK direcionadas ao MAGE-A4 apresentaram:

➡️ maior atividade metabólica;
➡️ maior capacidade de destruir células tumorais MAGE-A4 positivas;
➡️ aumento da liberação de moléculas associadas à ação antitumoral, como granzima B e perforina;
➡️ maior produção das citocinas TNF-α e IFN-γ;
➡️ atividade antitumoral também observada em modelo experimental in vivo.

Os efeitos foram observados tanto em células NK-92 quanto em células NK obtidas do sangue periférico.

A pesquisa mostra que a combinação da tecnologia TCR-like CAR + células NK pode ampliar o número de alvos disponíveis para terapias celulares, incluindo proteínas que estão dentro das células tumorais.

Os resultados são pré-clínicos e ainda são necessários estudos adicionais para avaliar a segurança e a eficácia dessa abordagem em seres humanos.

📌 Clique aqui e acesse o trabalho, publicado na revista “Cancer Immunology, Immunotherapy” da Springer Nature, em 18/09.

📺 No vídeo abaixo, produzido pela TV Hemocentro RP, a pesquisadora Sima Ebrahimabadi conta os avanços obtidos pela iniciativa científica.

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5ª Reunião Científica do INCT-TOP debate avanços no transplante para doença falciforme

A 5ª Reunião Científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Oncológica de Precisão (INCT-TOP), realizada no dia 25 de setembro, no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto, abordou o tema “Implicações Clínicas e Moleculares do Transplante de Células Hematopoéticas na Doença Falciforme”.

O trabalho foi apresentado pela Dra. Thalita Cristina de Mello Costa, médica assistente do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), sob orientação da Profa. Dra. Fabíola Traina, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e coordenadora do INCT-TOP.

As células progenitoras hematopoéticas são capazes de se diferenciar em todas as células do sangue. O transplante consiste em destruir, por meio de drogas quimioterápicas, a medula óssea do paciente, responsável pela produção das células sanguíneas defeituosas. Em seguida, são infundidas células-tronco provenientes da medula óssea de um doador compatível, para que seja criada uma nova “fábrica” de células sanguíneas saudáveis.

O procedimento é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2015. Parte das evidências científicas que contribuíram para a incorporação do procedimento à rede pública foi produzida em trabalhos realizados no Centro de Terapia Celular (CTC-USP), no Hemocentro de Ribeirão Preto e no HCFMRP-USP. O hospital foi pioneiro no Brasil, tendo realizado o primeiro transplante ainda em 2003.

O Ministério da Saúde estima que cerca de 100 mil brasileiros convivam com a doença falciforme, cuja média de sobrevida é de aproximadamente 40 anos. Os pacientes apresentam alterações nos glóbulos vermelhos (hemácias), que adquirem formato semelhante ao de uma foice, e convivem com dor, infecções recorrentes, inflamação crônica e desregulação do sistema imunológico.

No evento, organizado em parceria com o Departamento de Imagens Médicas, Hematologia e Oncologia Clínica (RIO) da FMRP-USP, foram apresentados avanços que trazem esperança de cura para a enfermidade.

O INCT-TOP é uma rede interdisciplinar de pesquisa que reúne especialistas das áreas de ciências básicas, pré-clínicas e clínicas, com foco na identificação de novos alvos terapêuticos, no desenvolvimento de terapias personalizadas e na implementação de estratégias inovadoras em Medicina de Precisão.

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FMRP-USP concede título de Professor Emérito ao hematologista Roberto Passetto Falcão

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) concedeu o título de Professor Emérito ao docente Roberto Passetto Falcão, no dia 18 de setembro. O título é atribuído aos professores aposentados que se destacam por sua notável contribuição para o progresso da Unidade.

A cerimônia de outorga, realizada no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto, teve início com a entrada do cortejo universitário, composto por membros da Congregação da Faculdade, professores e dirigentes da USP. Entre os presentes estavam membros do corpo docente, autoridades, amigos e familiares.

Clique aqui para conferir as fotos do evento!

Trajetória profissional

Roberto Passetto Falcão é médico e possui uma trajetória acadêmica e científica dedicada principalmente às áreas de Hematologia, Imunologia e Clínica Médica. É professor titular da FMRP-USP desde 1990 e, posteriormente, passou a atuar também como professor titular colaborador sênior.

Graduou-se em Medicina pela FMRP-USP em 1966 e realizou residência em Clínica Médica entre 1967 e 1968. Em 1972, concluiu o doutorado em Clínica Médica pela USP, com trabalho sobre leucemia linfóide crônica e seus aspectos citogenéticos e imunoquímicos. Entre 1975 e 1976, realizou pós-doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, com atuação na área de Imunologia Celular. Também realizou períodos de pós-doutorado na Universidade de Londres e na Birmingham Medical School.

Sua carreira científica tem como principais linhas de pesquisa as doenças hematológicas, especialmente falência da medula óssea, anemia aplástica, leucemias, doenças linfoproliferativas e alterações dos linfócitos. Seu grupo também desenvolveu estudos relacionados a doenças clonais de plasmócitos e à caracterização imunológica de doenças hematológicas.

Ao longo da carreira, Passetto teve participação importante na formação de pesquisadores e médicos, orientando dissertações de mestrado e teses de doutorado. Entre seus orientandos estão pesquisadores que posteriormente tiveram atuação de destaque na Hematologia brasileira.

O professor também teve participação em grandes iniciativas de pesquisa em terapia celular e células-tronco. Foi coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (INCTC) e participou do Centro de Terapia Celular da USP (CTC-USP), incluindo projetos financiados pela FAPESP e pelo CNPq.

O Dr. Passetto recebeu ainda diversos prêmios e reconhecimentos científicos, incluindo premiações por trabalhos apresentados em congressos brasileiros de Hematologia e Hemoterapia, o Latin American Novartis Scientific Award – Hematology, o Latin America Novartis Oncology Award e o Prêmio Capes de Teses, relacionado à orientação de pesquisa. Também presidiu o júri do Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo CNPq.

É autor, em conjunto com os professores Marco Antonio Zago e Ricardo Pasquini, dos renomados livros “Hematologia, Fundamentos e Prática” e “Tratado de Hematologia”.

👏 Parabéns, professor Roberto Passetto Falcão, por essa merecida consagração!

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Novo CEPID da FAPESP no Hemocentro RP vai investigar imunogenômica do câncer

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto vai sediar um novo projeto que integra os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, o Centro de Pesquisa em Imunogenômica do Câncer (RCCI). O resultado final foi divulgado nesta sexta-feira (18/09) pela instituição, que vai apoiar mais quatro iniciativas ligadas às áreas de Ciências da Saúde, Ciências Biológicas, Agronomia e Veterinária.

Coordenado pelo Prof. Dr. Rodrigo Calado, o centro vai investigar a etiologia do câncer e os mecanismos moleculares que impulsionam seu desenvolvimento e progressão, integrando a genômica do câncer ao sistema imune tumoral, com o uso de modelagem computacional de ponta e técnicas de inteligência artificial. Empregando metodologias de última geração, incluindo multiômica, inteligência artificial e terapias imunológicas, o RCCI visa desenvolver ferramentas inovadoras para a prevenção, a detecção precoce e o tratamento de precisão do câncer.

Com base na experiência consolidada e aproveitando a robusta infraestrutura do Centro de Terapia Celular, um dos Centros de Pesquisa e Inovação Especiais (Cepix) da USP, a proposta busca alcançar avanços inéditos na compreensão da interação entre as células neoplásicas e o microambiente imune tumoral, além de aprimorar o cuidado ao paciente e promover o desenvolvimento de estratégias terapêuticas inovadoras baseadas no sistema imune.

O RCCI foi selecionado a partir de chamada lançada em 2024 para a constituição de novos centros. Os CEPIDs agregam pesquisadores em torno de questões de pesquisa fundamental ou aplicada, de forma a contribuir para a inovação por meio da transferência de tecnologia, além de oferecer atividades educacionais e de difusão do conhecimento. Os cinco novos centros se juntam aos 12 CEPIDs que se encontram atualmente em operação.

De acordo com o edital, cada um dos cinco novos CEPIDs receberá financiamento anual de até R$ 10 milhões na fase inicial de cinco anos. No total, eles poderão receber apoio por até 11 anos.

Clique aqui para ouvir a entrevista do Prof. Dr. Rodrigo Calado à Rádio CBN Ribeirão, que foi ao ar no dia 21/09.

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Câmara de Ribeirão Preto homenageia Dra. Virginia Picanço por trajetória científica

A Dra. Virginia Picanço e Castro, coordenadora técnico-científica do Hemocentro de Ribeirão Preto, recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, que reconhece o trabalho e a trajetória da pesquisadora, no Brasil e no exterior, na área de terapias celulares e gênicas. A entrega do diploma foi realizada nesta quarta-feira, 2 de setembro, pelo vereador Danilo Scochi, no Anfiteatro Azul do Hemocentro RP. Clique aqui e assista ao depoimento da cientista!

Vice-presidente da América do Sul e Central da International Society for Cell & Gene Therapy (ISCT), a Dra. Virginia se destaca por sua atuação estratégica no fortalecimento desse campo inovador, contribuindo para o desenvolvimento científico, a formação de recursos humanos e a ampliação do acesso a tecnologias avançadas em saúde.

A trajetória da cientista reflete seu compromisso com a missão e a visão do Hemocentro RP, que busca acelerar a transformação de descobertas científicas em terapias seguras e eficazes para a população.

Conheça melhor a homenageada

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP), em 1999, a Dra. Virginia Picanço obteve o doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), em 2006, e realizou pós-doutorado em Ciências Biomédicas pelo Departamento de Clínica Médica da FMRP-USP, entre 2006 e 2009.

Atuou como pesquisadora sênior na empresa de biotecnologia Vertias, localizada na incubadora Supera Parque de Inovação e Tecnologia, no campus da USP, entre 2010 e 2011. Foi pesquisadora visitante no Laboratório de Drug Discovery da Purdue University, nos Estados Unidos, entre 2017 e 2018, e no Departamento de Basic Medical Sciences da mesma universidade, entre 2019 e 2020. Possui MBA em Gestão da Inovação e Capacidade Tecnológica pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), concluído em 2023.

Atualmente, é pesquisadora do Hemocentro RP, onde conduz projetos nas áreas de terapia celular, com foco em células T e NK geneticamente modificadas, produção de vetores virais e não virais e produção de fatores recombinantes.

Mantém colaborações internacionais com a Purdue University (EUA), a Technical University Dresden (Alemanha) e a University of Queensland (Austrália).

É membro ativo da gestão da Associação Brasileira de Terapia Celular (ABTCel-Gen), onde atua como 1ª secretária.

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4ª Reunião Científica do INCT-TOP aborda nova estratégia para melhorar o tratamento do AVC isquêmico

A 4ª Reunião Científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Oncológica de Precisão (INCT-TOP), realizada no dia 28 de agosto, no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto, abordou o tema “Tirofibana como terapia adjuvante à trombectomia mecânica no acidente vascular cerebral isquêmico agudo: ensaio clínico randomizado de fase 2”.

O trabalho foi desenvolvido pelo pesquisador e médico assistente do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP) Luís Henrique de Castro Affonso, sob a supervisão do Prof. Dr. Daniel Giansante Abud, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).

A trombectomia mecânica é um procedimento utilizado para retirar o coágulo que bloqueia uma artéria do cérebro durante um AVC isquêmico. Embora o tratamento consiga restabelecer o fluxo de sangue em muitos casos, nem sempre a circulação cerebral é completamente recuperada.

A pesquisa vai avaliar se a tirofibana, um medicamento que reduz a formação de novos coágulos, pode ser usada como complemento à trombectomia para melhorar a circulação do sangue no cérebro.

O estudo será realizado na Unidade de Emergência do HCFMRP-USP e deverá incluir 66 pacientes. Os pesquisadores vão comparar candidatos que receberão uma dose única do medicamento com aqueles que seguirão apenas o tratamento padrão.

O objetivo é verificar se a tirofibana pode melhorar a recuperação do fluxo sanguíneo e contribuir para uma recuperação neurológica mais efetiva, sem aumentar de forma significativa o risco de sangramento. Os resultados poderão ajudar no desenvolvimento de novas estratégias para o tratamento do AVC isquêmico.

O evento foi organizado em parceria com o Departamento de Imagens Médicas, Hematologia e Oncologia Clínica (RIO) da FMRP-USP.

O INCT-TOP é uma rede interdisciplinar de pesquisa que reúne especialistas das áreas de ciências básicas, pré-clínicas e clínicas, com foco na identificação de novos alvos terapêuticos, no desenvolvimento de terapias personalizadas e na implementação de estratégias inovadoras em Medicina de Precisão.

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