INCT-TOP promove reunião científica sobre pesquisas e avanços em oncologia torácica

A 6ª Reunião Científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Oncológica de Precisão (INCT-TOP), realizada no dia 6 de novembro, no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto, abordou o tema “Pesquisas em Oncologia Torácica: projetos em andamento e perspectivas”.

A apresentação foi conduzida pelo Prof. Dr. Saulo Brito Silva, do Departamento de Imagens Médicas, Hematologia e Oncologia Clínica (RIO), da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).

A oncologia torácica reúne neoplasias de grande impacto clínico, como o câncer de pulmão, principal causa de morte por câncer no mundo. Durante a reunião, foi apresentado um panorama das pesquisas em andamento nessa área no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), organizadas em três eixos: carcinoma de pulmão de células não pequenas, carcinoma de pulmão de pequenas células e neoplasias torácicas raras.

No evento, organizado em parceria com o RIO, foram discutidos os fundamentos, os desenhos dos estudos e os resultados preliminares, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento do cuidado aos pacientes com neoplasias torácicas e estimular a colaboração entre os grupos.

O INCT-TOP é uma rede interdisciplinar de pesquisa que reúne especialistas das áreas de ciências básicas, pré-clínicas e clínicas, com foco na identificação de novos alvos terapêuticos, no desenvolvimento de terapias personalizadas e na implementação de estratégias inovadoras em Medicina de Precisão.

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INCT-TOP e Nutera RP destacam avanços das terapias CAR-T no CEL-GEN 2026

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Oncológica de Precisão (INCT-TOP) e o Núcleo de Terapia Avançada (Nutera RP), sediados no Hemocentro de Ribeirão Preto, apresentaram, na última terça-feira (03/11), um painel especial no CEL-GEN 2026, com o tema “CAR-T para doenças oncológicas e imunológicas”.

O congresso da ABTCel-Gen reúne, até hoje 05/11, no Rio de Janeiro, os principais atores do ecossistema de terapias avançadas no Brasil, integrando pesquisa, prática clínica, indústria, regulação e inovação.

Ao longo de três dias, o encontro discute avanços científicos recentes, novas abordagens em terapia celular e gênica, desafios da translação para a prática clínica, desenvolvimento e escalonamento de terapias avançadas, entre outros temas.

O painel teve como chair a Dra. Virginia Picanço e Castro, coordenadora técnico-científica do Hemocentro RP, e contou com palestras do Prof. Dr. Diego Villa Clé, coordenador do Nutera RP; da Profa. Dra. Maria Carolina de Oliveira Rodrigues, diretora do Departamento de Atenção à Saúde do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP); e da Profa. Dra. Lorena Lôbo de Figueiredo Pontes, vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação em Oncologia Clínica, Células-Tronco e Terapia Celular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).

A programação também trouxe a palestra da Dra. Amanda Mizukami, gerente de produção do Nutera RP, que abordou a produção de terapias celulares seguindo os padrões GMP (Good Manufacturing Practices).

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Oncologia avança, mas acesso às novas terapias ainda é desigual

Durante o Summit Saúde, promovido pelo Estadão no dia 27/10, o Prof. Dr. Diego Villa Clé, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e coordenador do Núcleo de Terapia Avançada de Ribeirão Preto (Nutera RP), destacou os desafios para ampliar o acesso às novas terapias contra o câncer.

Uma das iniciativas para superar essa barreira é o desenvolvimento de uma CAR-T nacional, fruto da parceria entre o Hemocentro de Ribeirão Preto, a USP e o Instituto Butantan.

A inovação está em estudo clínico multicêntrico no Brasil. Em uma análise intermediária de pacientes com linfoma que já haviam recebido diferentes tratamentos, a taxa de resposta foi de 87,5%.

O avanço demonstra o potencial da ciência brasileira para desenvolver tratamentos modernos e reforça a importância de investir em infraestrutura, pesquisa clínica e formação de equipes para ampliar o acesso dos pacientes às terapias avançadas.

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Hemocentro realiza pesquisa para novo exame de sangue detectar sinais de recaída em pacientes com tipo de linfoma

Identificar precocemente o retorno do câncer é um dos desafios médicos

Uma pesquisa desenvolvida pelo Hemocentro de Ribeirão Preto investiga o uso de um exame de sangue para acompanhar pacientes com linfoma e identificar sinais de possível recaída. O estudo é coordenado pelo professor Rodrigo Calado, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e presidente do Hemocentro, e conta com recursos de R$ 4,6 milhões do Pronon (Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica).

A técnica, conhecida como biópsia líquida, permite analisar fragmentos de DNA liberados pelas células tumorais na corrente sanguínea. A pesquisa busca avaliar o potencial desse método no acompanhamento de pacientes com linfomas não-Hodgkin B agressivos, especialmente o linfoma difuso de grandes células B.

Dependendo das características da doença, entre 20% e 50% dos pacientes podem apresentar recaída. Identificar precocemente o retorno do câncer é um dos desafios médicos para quem essas informações contribuem para o acompanhamento dos pacientes e a avaliação de alternativas terapêuticas.

Com o uso de sequenciamento genético, os pesquisadores investigam alterações características do tumor e a presença de DNA tumoral circulante. Outros estudos internacionais indicaram que esse exame pode antecipar a identificação de recaídas. Em um desses estudos, a detecção ocorreu, em média, 3,5 meses antes da manifestação clínica do retorno da doença. A pesquisa realizada em Ribeirão Preto investiga o potencial dessa aplicação no monitoramento dos pacientes.

Atualmente, o diagnóstico dos linfomas depende, em geral, da análise de amostras de tecido obtidas por biópsia. O acompanhamento também envolve avaliações clínicas e exames de imagem, como o PET-CT. A biópsia líquida ainda está em investigação para essa finalidade e não substitui esses procedimentos, mas poderá funcionar como ferramenta complementar para avaliar a resposta ao tratamento e identificar sinais de doença residual.

Exames – Outro benefício está em ampliar o acesso a exames especializados. Como a técnica usa uma amostra de sangue, o material pode ser coletado em diferentes unidades de saúde e regiões do país encaminhado a laboratórios de referência, evitando deslocamentos dos pacientes.

Pacientes – Estimativas apontam que o Brasil registra anualmente entre 12 mil e 12,2 mil novos casos de Linfoma Não-Hodgkin, afetando cerca de 6,4 mil homens e 5,6 mil mulheres. A variante mais agressiva da doença, o Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB), responde por aproximadamente um terço a 40% do total de diagnósticos, o que representa o surgimento de 3,6 mil a 4,8 mil novos casos anuais no país.

Pronon – O Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica permite a doação de 1% do imposto de renda devido para financiar projetos aprovados pelo programa. Pessoas físicas e jurídicas podem fazer o abatimento.

📻 Clique aqui e ouça a entrevista do Prof. Dr. Rodrigo Calado à rádio CBN Ribeirão.

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Ribeirão Preto e Araçatuba enviam bolsas de sangue raríssimo para paciente em Florianópolis

Para salvar uma paciente com anemia falciforme que já não encontrava sangue compatível, o Hemosc (Hemocentro de Santa Catarina) recorreu ao Banco de Doadores de Sangue Raro que localizou uma doadora em Araçatuba e outro doador em Ribeirão Preto com tipo sanguíneo ideal. A doação aconteceu na quinta-feira.

A bolsa vinda de Araçatuba ficou armazenada até se juntar à de Ribeirão Preto. Daqui, ambas seguiram de carro para o aeroporto de Viracopos, em Campinas, de onde partem às 18h com destino a Florianópolis. O sangue é de extrema raridade, com incidência de apenas 1 a cada 100 mil pessoas.

“Para a maioria dos pacientes, a gente faz a tipagem ABO e Rh e é suficiente para achar um sangue compatível para os pacientes. Mas para alguns outros pacientes, precisamos fazer compatibilidade maior do que ABO/Rh, e testamos para outros grupos sanguíneos. E consideramos raro todo aquele que a gente encontra numa frequência menor do que 1 para 1.000 na população. E, no caso dessas duas unidades de sangue raro que mandamos hoje para Santa Catarina, a incidência é de 1 a cada 100.000 pessoas testadas para encontrarmos uma bolsa dessa. Neste caso, é bem mais raro”, explicou a gerente do laboratório de imuno-hematologia do Hemocentro de Ribeirão Preto, Ana Paula Zanelli.

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CAR-T nacional: preparar a rede de saúde é essencial para ampliar o acesso à terapia

O avanço no desenvolvimento da terapia CAR-T nacional representa uma conquista importante para a medicina brasileira. Mas, para que essa tecnologia chegue a mais pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é fundamental preparar os centros e capacitar os profissionais desde já.

Em artigo publicado no portal Medicina S/A, o Prof. Dr. Rodrigo Calado, diretor-presidente do Hemocentro de Ribeirão Preto, e o Dr. Phillip Scheinberg, chefe da hematologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo, destacam que o sucesso da terapia depende não apenas da produção das células, mas também de uma rede assistencial preparada para identificar pacientes elegíveis, realizar o tratamento com segurança e garantir o acompanhamento clínico.

O texto também ressalta o papel estratégico do Núcleo de Terapia Avançada de Ribeirão Preto (Nutera RP) e a importância de aproveitar a experiência dos centros de transplante de medula óssea na formação de equipes especializadas.

A proposta é iniciar a capacitação de centros em diferentes regiões do país, para o Brasil estar preparado e ampliar o acesso a essa terapia inovadora.

O desafio vai além de produzir a CAR-T: é fazer com que ela chegue, com segurança e equidade, aos pacientes que precisam.

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Brasil amplia presença entre os cientistas mais influentes do mundo, e Dr. Rodrigo Calado está na lista

O Prof. Dr. Rodrigo T. Calado, docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), integra a lista dos 100 mil pesquisadores mais influentes do mundo, segundo estudo divulgado pela editora Elsevier.

Diretor-presidente executivo do Hemocentro de Ribeirão Preto, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC-USP) e do Centro de Pesquisa em Imunogenômica do Câncer (RCCI), o professor faz parte do grupo de 1.510 cientistas brasileiros incluídos no levantamento, elaborado anualmente pela Universidade de Stanford (EUA).

Seus trabalhos abrangem áreas como imunologia, oncologia, medicina clínica e terapia celular.

O ranking utiliza dados da Scopus, base internacional de resumos e citações de publicações científicas revisadas por pares, para avaliar o impacto dos investigadores.

🔗 Clique aqui e saiba mais na reportagem completa da Folha de São Paulo.

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Jornal da Clube destaca criação do Centro de Pesquisa em Imunogenômica do Câncer no Hemocentro RP

O Jornal da Clube, emissora afiliada da TV Bandeirantes, destacou a criação do Centro de Pesquisa em Imunogenômica do Câncer (RCCI), que será sediado no Hemocentro de Ribeirão Preto.

Coordenado pelo Prof. Dr. Rodrigo Calado, o projeto é um dos cinco novos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP e investigará os mecanismos envolvidos no desenvolvimento e na progressão do câncer, integrando genômica, inteligência artificial e modelagem computacional.

A proposta é desenvolver novas ferramentas para a prevenção, a detecção precoce e o tratamento de precisão do câncer, além de ampliar o conhecimento sobre a interação entre as células tumorais e o sistema imunológico.

A iniciativa contará com a experiência e a infraestrutura do Centro de Terapia Celular, um dos Centros de Pesquisa e Inovação Especiais (Cepix) da USP.

📺 Assista abaixo à reportagem!

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Uma bolsa vira até quatro

O sangue é separado para otimizar tratamentos médicos em transfusões. O sangue total é composto por várias componentes e, em vez de aplicar o sangue completo em um paciente, os médicos transfundem apenas a parte de que a pessoa realmente precisa. Isso permite que uma única doação de sangue seja separada em hemácias, plaquetas e plasmas e crioprecipitado quatro pacientes

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R$ 5,96 milhões para ampliar transplantes pediátricos e modernizar a hemoterapia

O Hemocentro de Ribeirão Preto e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP) formalizaram dois convênios com o Ministério da Saúde, na tarde da última quinta-feira (01/10). Somados, são R$ 5,96 milhões em investimentos para a saúde pública brasileira.

🩸 Transplante de medula óssea pediátrico para doença falciforme

Do total, R$ 3,181 milhões serão destinados à reforma de uma ala do hospital e à ampliação de uma unidade de transplante de medula óssea pediátrica, de dois para sete leitos.

O Centro de Terapias Avançadas em Doença Falciforme vai ser referência no tratamento da doença, além de ajudar a formar profissionais e desenvolver tecnologia.

O transplante de medula óssea para doença falciforme é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2015. Parte das evidências científicas que contribuíram para a incorporação do procedimento à rede pública foi produzida em trabalhos realizados no Centro de Terapia Celular (CTC-USP), no Hemocentro RP e no HCFMRP-USP. O hospital foi pioneiro no Brasil, tendo realizado o primeiro transplante ainda em 2003.

O procedimento consiste em destruir, por meio de drogas quimioterápicas, a medula óssea do paciente, responsável pela produção das células sanguíneas defeituosas. Em seguida, são infundidas células-tronco provenientes da medula óssea de um doador compatível, para que seja criada uma nova “fábrica” de células sanguíneas saudáveis.

O Ministério da Saúde estima que cerca de 100 mil brasileiros convivam com a doença falciforme, cuja média de sobrevida é de aproximadamente 40 anos. Os pacientes apresentam alterações nos glóbulos vermelhos (hemácias), que adquirem formato semelhante ao de uma foice, e convivem com dor, infecções recorrentes, inflamação crônica e desregulação do sistema imunológico.

💻 Informatização da Hemorrede

O segundo convênio, no valor de R$ 2,783 milhões, permitirá a implantação de um sistema de gestão em 14 instituições da Hemorrede Pública Nacional.

Integrado ao padrão internacional ISBT 128, o sistema permitirá o acompanhamento de todo o ciclo do sangue, desde o cadastro e a triagem do doador até a coleta, processamento, estoque, distribuição e transfusão dos hemocomponentes.

A iniciativa também prevê o treinamento das equipes e a padronização dos processos, ampliando o controle e o rastreamento das informações de hemoterapia.

🔬 Do atendimento às crianças à modernização dos processos de hemoterapia, os investimentos fortalecem a assistência e a infraestrutura do sistema público de saúde.

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