5ª Reunião Científica do INCT-TOP debate avanços no transplante para doença falciforme

A 5ª Reunião Científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Oncológica de Precisão (INCT-TOP), realizada no dia 25 de setembro, no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto, abordou o tema “Implicações Clínicas e Moleculares do Transplante de Células Hematopoéticas na Doença Falciforme”.

O trabalho foi apresentado pela Dra. Thalita Cristina de Mello Costa, médica assistente do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), sob orientação da Profa. Dra. Fabíola Traina, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e coordenadora do INCT-TOP.

As células progenitoras hematopoéticas são capazes de se diferenciar em todas as células do sangue. O transplante consiste em destruir, por meio de drogas quimioterápicas, a medula óssea do paciente, responsável pela produção das células sanguíneas defeituosas. Em seguida, são infundidas células-tronco provenientes da medula óssea de um doador compatível, para que seja criada uma nova “fábrica” de células sanguíneas saudáveis.

O procedimento é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2015. Parte das evidências científicas que contribuíram para a incorporação do procedimento à rede pública foi produzida em trabalhos realizados no Centro de Terapia Celular (CTC-USP), no Hemocentro de Ribeirão Preto e no HCFMRP-USP. O hospital foi pioneiro no Brasil, tendo realizado o primeiro transplante ainda em 2003.

O Ministério da Saúde estima que cerca de 100 mil brasileiros convivam com a doença falciforme, cuja média de sobrevida é de aproximadamente 40 anos. Os pacientes apresentam alterações nos glóbulos vermelhos (hemácias), que adquirem formato semelhante ao de uma foice, e convivem com dor, infecções recorrentes, inflamação crônica e desregulação do sistema imunológico.

No evento, organizado em parceria com o Departamento de Imagens Médicas, Hematologia e Oncologia Clínica (RIO) da FMRP-USP, foram apresentados avanços que trazem esperança de cura para a enfermidade.

O INCT-TOP é uma rede interdisciplinar de pesquisa que reúne especialistas das áreas de ciências básicas, pré-clínicas e clínicas, com foco na identificação de novos alvos terapêuticos, no desenvolvimento de terapias personalizadas e na implementação de estratégias inovadoras em Medicina de Precisão.

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CAR-NK: nova estratégia pode potencializar o combate a tumores sólidos

Pesquisadores do Laboratório de Biotecnologia do Hemocentro de Ribeirão Preto/CTC-USP, coordenado pela Dra. Virginia Picanço, desenvolveram uma nova estratégia de terapia celular com células CAR-NK capaz de reconhecer uma proteína presente em células tumorais e potencialmente ampliar as possibilidades de combate a tumores sólidos.

O estudo utilizou células NK (natural killer) geneticamente modificadas para expressar um receptor CAR semelhante ao receptor de células T (TCR-like CAR), desenvolvido para reconhecer o MAGE-A4, um antígeno encontrado no interior das células tumorais.

Uma das dificuldades das terapias CAR convencionais é que elas reconhecem principalmente moléculas presentes na superfície das células. A estratégia TCR-like permite, por outro lado, identificar fragmentos de proteínas intracelulares apresentados na superfície celular por moléculas HLA.

Nos experimentos, as células CAR-NK direcionadas ao MAGE-A4 apresentaram:

➡️ maior atividade metabólica;
➡️ maior capacidade de destruir células tumorais MAGE-A4 positivas;
➡️ aumento da liberação de moléculas associadas à ação antitumoral, como granzima B e perforina;
➡️ maior produção das citocinas TNF-α e IFN-γ;
➡️ atividade antitumoral também observada em modelo experimental in vivo.

Os efeitos foram observados tanto em células NK-92 quanto em células NK obtidas do sangue periférico.

A pesquisa mostra que a combinação da tecnologia TCR-like CAR + células NK pode ampliar o número de alvos disponíveis para terapias celulares, incluindo proteínas que estão dentro das células tumorais.

Os resultados são pré-clínicos e ainda são necessários estudos adicionais para avaliar a segurança e a eficácia dessa abordagem em seres humanos.

📌 Clique aqui e acesse o trabalho, publicado na revista “Cancer Immunology, Immunotherapy” da Springer Nature, em 18/09.

Foto: Léo Ramos Chaves

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Pesquisadores do Hemocentro vão participar do programa “Adorei Saber” da TV Cultura

A TV Cultura vai estrear, em outubro, o projeto “Adorei Saber”, uma série de mais de 30 miniprogramas dedicada a divulgar o trabalho e o impacto da ciência produzida no Estado de São Paulo. Realizada em parceria com a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a iniciativa apresenta formatos curtos de dois minutos que serão exibidos ao longo da programação diária da emissora.

Entre os especialistas entrevistados no projeto destacam-se dois nomes do Hemocentro de Ribeirão Preto e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP): o professor Rodrigo Calado, presidente do Hemocentro e docente da FMRP, e Diego Clé, docente da FMRP e coordenador da pesquisa com células CAR-T.

De acordo com o produtor do projeto, Marcos Lombino, o objetivo principal é aproximar a ciência do grande público através de uma linguagem acessível e dinâmica. A iniciativa abrange áreas vitais como a saúde, a tecnologia, a comunicação e a infraestrutura social. “Procuramos levar ao conhecimento do grande público o trabalho dos investigadores e a importância da pesquisa no desenvolvimento social de um país”, sublinhou Lombino.

Ao todo, o projeto contempla 34 episódios em formato de pílulas informativas de dois minutos cada. A produção encontra-se atualmente em fase de pós-produção e edição, contando já com cerca de 29 entrevistas gravadas. Cada miniprograma terá uma estética visual e uma estrutura adaptadas à especificidade de cada tema de investigação.

Os primeiros 10 programas deverão ir para o ar nas primeiras semanas de outubro, reforçando o papel da televisão pública na difusão do conhecimento científico.

Equipe da TV Cultura – Da esquerda para direita Alcides de Almeida, operador de áudio,  Marcos Lombino, diretor do programa, Celso Mendes, auxiliar de câmera, Reinaldo Machado, operador de câmera, Nivaldo Silveira, produção externa.

 

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FMRP-USP concede título de Professor Emérito ao hematologista Roberto Passetto Falcão

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) concedeu o título de Professor Emérito ao docente Roberto Passetto Falcão, no dia 18 de setembro. O título é atribuído aos professores aposentados que se destacam por sua notável contribuição para o progresso da Unidade.

A cerimônia de outorga, realizada no Anfiteatro Vermelho do Hemocentro de Ribeirão Preto, teve início com a entrada do cortejo universitário, composto por membros da Congregação da Faculdade, professores e dirigentes da USP. Entre os presentes estavam membros do corpo docente, autoridades, amigos e familiares.

Clique aqui para conferir as fotos do evento!

Trajetória profissional

Roberto Passetto Falcão é médico e possui uma trajetória acadêmica e científica dedicada principalmente às áreas de Hematologia, Imunologia e Clínica Médica. É professor titular da FMRP-USP desde 1990 e, posteriormente, passou a atuar também como professor titular colaborador sênior.

Graduou-se em Medicina pela FMRP-USP em 1966 e realizou residência em Clínica Médica entre 1967 e 1968. Em 1972, concluiu o doutorado em Clínica Médica pela USP, com trabalho sobre leucemia linfóide crônica e seus aspectos citogenéticos e imunoquímicos. Entre 1975 e 1976, realizou pós-doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, com atuação na área de Imunologia Celular. Também realizou períodos de pós-doutorado na Universidade de Londres e na Birmingham Medical School.

Sua carreira científica tem como principais linhas de pesquisa as doenças hematológicas, especialmente falência da medula óssea, anemia aplástica, leucemias, doenças linfoproliferativas e alterações dos linfócitos. Seu grupo também desenvolveu estudos relacionados a doenças clonais de plasmócitos e à caracterização imunológica de doenças hematológicas.

Ao longo da carreira, Passetto teve participação importante na formação de pesquisadores e médicos, orientando dissertações de mestrado e teses de doutorado. Entre seus orientandos estão pesquisadores que posteriormente tiveram atuação de destaque na Hematologia brasileira.

O professor também teve participação em grandes iniciativas de pesquisa em terapia celular e células-tronco. Foi coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (INCTC) e participou do Centro de Terapia Celular da USP (CTC-USP), incluindo projetos financiados pela FAPESP e pelo CNPq.

O Dr. Passetto recebeu ainda diversos prêmios e reconhecimentos científicos, incluindo premiações por trabalhos apresentados em congressos brasileiros de Hematologia e Hemoterapia, o Latin American Novartis Scientific Award – Hematology, o Latin America Novartis Oncology Award e o Prêmio Capes de Teses, relacionado à orientação de pesquisa. Também presidiu o júri do Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo CNPq.

É autor, em conjunto com os professores Marco Antonio Zago e Ricardo Pasquini, dos renomados livros “Hematologia, Fundamentos e Prática” e “Tratado de Hematologia”.

👏 Parabéns, professor Roberto Passetto Falcão, por essa merecida consagração!

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Novo CEPID da FAPESP no Hemocentro RP vai investigar imunogenômica do câncer

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto vai sediar um novo projeto que integra os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, o Centro de Pesquisa em Imunogenômica do Câncer (RCCI). O resultado final foi divulgado nesta sexta-feira (18/09) pela instituição, que vai apoiar mais quatro iniciativas ligadas às áreas de Ciências da Saúde, Ciências Biológicas, Agronomia e Veterinária.

Coordenado pelo Prof. Dr. Rodrigo Calado, o centro vai investigar a etiologia do câncer e os mecanismos moleculares que impulsionam seu desenvolvimento e progressão, integrando a genômica do câncer ao sistema imune tumoral, com o uso de modelagem computacional de ponta e técnicas de inteligência artificial. Empregando metodologias de última geração, incluindo multiômica, inteligência artificial e terapias imunológicas, o RCCI visa desenvolver ferramentas inovadoras para a prevenção, a detecção precoce e o tratamento de precisão do câncer.

Com base na experiência consolidada e aproveitando a robusta infraestrutura do Centro de Terapia Celular, um dos Centros de Pesquisa e Inovação Especiais (Cepix) da USP, a proposta busca alcançar avanços inéditos na compreensão da interação entre as células neoplásicas e o microambiente imune tumoral, além de aprimorar o cuidado ao paciente e promover o desenvolvimento de estratégias terapêuticas inovadoras baseadas no sistema imune.

O RCCI foi selecionado a partir de chamada lançada em 2024 para a constituição de novos centros. Os CEPIDs agregam pesquisadores em torno de questões de pesquisa fundamental ou aplicada, de forma a contribuir para a inovação por meio da transferência de tecnologia, além de oferecer atividades educacionais e de difusão do conhecimento. Os cinco novos centros se juntam aos 12 CEPIDs que se encontram atualmente em operação.

De acordo com o edital, cada um dos cinco novos CEPIDs receberá financiamento anual de até R$ 10 milhões na fase inicial de cinco anos. No total, eles poderão receber apoio por até 11 anos.

Clique aqui para ouvir a entrevista do Prof. Dr. Rodrigo Calado à Rádio CBN Ribeirão, que foi ao ar no dia 21/09.

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Moradora de Ribeirão Preto fará festa de aniversário no Hemocentro

Cerca de 40 convidados vão doar sangue e depois comer bolo

Fazer festa de aniversário é comum, mas uma festa para comemorar o aniversário com amigos, amigas e familiares doando sangue no Hemocentro é algo incomum. Aos trinta anos, Josiane Correia Carvalho mudou o rito dos aniversariantes que é o de receber presentes. Ela optou por dar presentes, ou melhor, bolsas de sangue para quem precisa.

A festa normalmente realizada em salões, neste sábado, será feita na sala de coletas do Hemocentro, no campus da USP. “Escolhi fazer o aniversário dessa maneira para poder ajudar quem está precisando. Deus me deu muita vontade de viver e comemorar mais um ano de vida com saúde e isso me despertou o desejo de ajudar quem precisa e doar sangue é uma atitude tão bela, que mostra tanta empatia que resolvi chamar os amigos e familiares para uma festa no Hemocentro”.

Joseani começou a doar aos 18 anos, ainda quando morava, em Vargem Grande. Há quatro anos mora em Ribeirão Preto e o sábado marca dois fatos: além do aniversário no Hemocentro, é a primeira vez que ela doará sangue na Instituição. “Decidi transformar uma reflexão pessoal sobre a chegada de uma nova década em um gesto de solidariedade. Em vez de celebrar a data apenas com uma festa ou presentes, escolhi incentivar a solidariedade dos meus amigos e familiares com a doação de sangue”

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“Minha filha precisou de 10 bolsas de sangue, foi neste momento que percebi a dimensão da importância da doação de sangue”

Treze horas se passaram até que a porta do centro cirúrgico se abrisse. Era 1998, em um hospital de Campinas, e Carlos Renato Buzine esperava notícias da filha Giovanna, então com apenas dois anos. Quando o médico finalmente apareceu, trouxe consigo uma informação que Carlos carregaria para o resto da vida. “O médico explicou a retirada do tumor (meduloblastoma) e disse que foram necessárias 10 bolsas de sangue durante a operação”.

Aquela era apenas a primeira de uma longa sequência de batalhas. Giovanna enfrentaria outras seis.  Para Carlos, porém, algo já havia mudado naquele primeiro encontro com o médico. Até então, sangue era algo que existia nos hospitais, disponível para quem precisasse. Naquele dia, ganhou rostos. Para que sua filha tivesse aquelas dez bolsas, outras pessoas, desconhecidas, haviam estendido o braço antes dela precisar. “Foi neste momento que percebi a dimensão da importância da doação de sangue”.

Carlos voltou para Bebedouro levando mais do que a preocupação com a recuperação da filha. Decidiu que também seria doador. E fez da decisão um hábito. Passou a doar até quatro vezes por ano, em sua cidade ou no Hemocentro de Ribeirão Preto, quando traz a filha que continua em tratamento no HC Criança.

Com o tempo, o gesto deixou de ser apenas de Carlos. A esposa, Andrea, os filhos Jean Carlo, Giovane e os irmãos Nelson e Josiel também se tornaram doadores. “A necessidade da Giovanna em receber 10 bolsas de sangue na primeira cirurgia me fez perceber o tamanho da importância da doação de sangue e, desde então, tenho a doação de sangue como missão. Porque, se não fossem 10 pessoas doarem sangue há 26 anos, a Giovanna não estaria aqui”, conta Carlos. Lorenzo, o filho mais novo deve seguir o exemplo

Hoje, aos 27 anos, Giovanna continua em acompanhamento médico no Hospital das Clínicas. E Carlos continua doando. Quando viaja a Ribeirão Preto para acompanhar os retornos da filha ao HC Ribeirão, procura também reservar um tempo para passar pelo Hemocentro. No cotidiano, costuma vestir camisetas com mensagens de incentivo à doação. É uma forma de lembrar aos outros aquilo que ele aprendeu, há mais de duas décadas, do lado de fora de uma sala de cirurgia: antes de uma bolsa de sangue chegar a um paciente, alguém que talvez nunca conheça aquela pessoa precisou decidir doar.

Clique aqui e confira a reportagem

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“Meu lema é focar no que posso controlar”

A estrada que liga Votuporanga a Ribeirão Preto faz parte da história da família de Driele Helena da Silva, de 33 anos, e de seu irmão, Saul Ezequiel, de 23. Os 286 quilômetros que separam as duas cidades são percorridos por uma ambulância da prefeitura para garantir o tratamento contínuo no Hemocentro. Desde a infância, as idas e vindas pela rodovia representam a busca permanente por qualidade de vida e cuidado especializado.

Para os dois irmãos, o Hemocentro ultrapassa a condição de unidade de saúde: tornou-se uma segunda casa. Saul Ezequiel frequenta a Instituição há 23 anos. “Conheço muitos funcionários. As enfermeiras que me viram crescer sempre comentam sobre o tempo que passou. O doutor Bêne (Benedito de Pina Almeida Prado Junior) e a doutora Ana Cristina( Silva Pinto) nos ensinaram a entender os limites do corpo e a conviver com a condição”, explica Ezequiel. Hoje, ele atua no setor de audiovisual e marketing digital com foco em saúde e mantém uma vida ativa com hábitos saudáveis.

Driele, por sua vez, enfrenta um quadro mais delicado. Diagnosticada aos 3 anos, a aposentada já sobreviveu a três acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e ajustou suas rotinas médicas de consultas mensais para bimestrais.

Apesar das limitações impostas pelos “altos e baixos” da patologia, os irmãos nutrem sonhos e convicções que os impulsionam a olhar para o futuro. Driele diz que tem lema. “Eu foco no que posso controlar e não adianta gastar energia com coisas que não consigo ter controle”. Com esse mantra, Adriele diz que concentra todas as forças no desejo “de ver a filha crescer”. Zhoe Laura de dois anos e meio. Já Saul trabalha com marketing digital e alimenta um sonho: “eu quero morar fora do país e rodar o mundo”.

Gratidão é a palavra que define a relação da dupla com a equipe médica e que os funcionários do Hemocentro de Ribeirão Preto que os acompanham há décadas. As orientações recebidas ao longo do desenvolvimento dos dois foram fundamentais para transformar o receio, o medo em aprendizado, ensinando-os a encarar a vida, mesmo com os limites da doença, com otimismo e vontade de viver.

Doença – A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária caracterizada por uma alteração na hemoglobina, a proteína responsável por transportar oxigênio no sangue. Essa mutação faz com que os glóbulos vermelhos percam o formato arredondado e flexível e assumam a forma de uma foice ou meia-lua, o que dificulta a circulação sanguínea e provoca oclusão dos vasos, crises de dores intensas e danos a órgãos. A doença é transmitida quando pai e mãe possuem o traço falciforme e passam o gene mutado para o filho. É a condição genética hereditária mais prevalente no Brasil, afetando cerca de 60 mil a 100 mil pessoas. O diagnóstico precoce é realizado logo nos primeiros dias de vida por meio do Teste do Pezinho.

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Câmara de Ribeirão Preto homenageia Dra. Virginia Picanço por trajetória científica

A Dra. Virginia Picanço e Castro, coordenadora técnico-científica do Hemocentro de Ribeirão Preto, recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, que reconhece o trabalho e a trajetória da pesquisadora, no Brasil e no exterior, na área de terapias celulares e gênicas. A entrega do diploma foi realizada nesta quarta-feira, 2 de setembro, pelo vereador Danilo Scochi, no Anfiteatro Azul do Hemocentro RP. Clique aqui e assista ao depoimento da cientista!

Vice-presidente da América do Sul e Central da International Society for Cell & Gene Therapy (ISCT), a Dra. Virginia se destaca por sua atuação estratégica no fortalecimento desse campo inovador, contribuindo para o desenvolvimento científico, a formação de recursos humanos e a ampliação do acesso a tecnologias avançadas em saúde.

A trajetória da cientista reflete seu compromisso com a missão e a visão do Hemocentro RP, que busca acelerar a transformação de descobertas científicas em terapias seguras e eficazes para a população.

Conheça melhor a homenageada

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP), em 1999, a Dra. Virginia Picanço obteve o doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), em 2006, e realizou pós-doutorado em Ciências Biomédicas pelo Departamento de Clínica Médica da FMRP-USP, entre 2006 e 2009.

Atuou como pesquisadora sênior na empresa de biotecnologia Vertias, localizada na incubadora Supera Parque de Inovação e Tecnologia, no campus da USP, entre 2010 e 2011. Foi pesquisadora visitante no Laboratório de Drug Discovery da Purdue University, nos Estados Unidos, entre 2017 e 2018, e no Departamento de Basic Medical Sciences da mesma universidade, entre 2019 e 2020. Possui MBA em Gestão da Inovação e Capacidade Tecnológica pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), concluído em 2023.

Atualmente, é pesquisadora do Hemocentro RP, onde conduz projetos nas áreas de terapia celular, com foco em células T e NK geneticamente modificadas, produção de vetores virais e não virais e produção de fatores recombinantes.

Mantém colaborações internacionais com a Purdue University (EUA), a Technical University Dresden (Alemanha) e a University of Queensland (Austrália).

É membro ativo da gestão da Associação Brasileira de Terapia Celular (ABTCel-Gen), onde atua como 1ª secretária.

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Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto abre vaga de Bolsa para Laboratório de Pesquisa

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto oferece a Bolsa FNS 952424/2023 para a seguinte área:

01 (uma) vaga para Laboratório de Pesquisa

Exigências:

  • Graduação completa na área da saúde (Biomedicina, Farmácia, Biologia, Engenharia de Produção, Engenharia Química, Química ou Biotecnologia);
  • Mestrado completo em Ciências da Saúde, Ciências Biológicas ou áreas afins;
  • Mínimo de 02 (dois) anos de experiência em atividades de pesquisa, desenvolvimento ou inovação;
  • Desejável experiência em Gestão da Qualidade, Análises Laboratoriais Moleculares e Desenvolvimento de Métodos Analíticos.
  • Disponibilidade de horário para carga horária semanal de 40h.
  • Não serão admitidas inscrições de ex-empregados que mantiveram vínculo com a Fundherp (celetista ou pejotização) e que tenham tido o contrato rescindido.

Duração:

A bolsa terá validade inicial de 12 (doze) meses, com possibilidade de prorrogação.

Regime de bolsa:

O bolsista terá direito, mensalmente, a uma bolsa auxílio no valor de R$ 3.120,00.

Critérios da seleção:

Fase I – Análise Curricular – eliminatória;
Fase II – Entrevista – eliminatória e classificatória.

Inscrições:

Enviar os documentos abaixo até 08/09/2026, mencionando no assunto “Bolsa Mestrado”, para o e-mail: processoseletivo@hemocentro.fmrp.usp.br

  • Currículo;
  • Carta de motivação (com resumo das experiências relacionadas ao cargo);
  • Certificado ou Declaração de Conclusão de curso de Graduação e de Mestrado.

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